segunda-feira, 8 de julho de 2013

Banhos para refrescar e burros na Guarda

Olá!

Ouvi dizer que as temperaturas vão descer, é verdade?! A senhora da meteorologia da RTP, hoje de manhã, não parecia estar lá muito bem, e não acabou por não dizer o que se ia passar...

Por aqui só se está bem no banho, coisa que detesto. Mas a "mãe", sempre que me vê a arfar mais, agarra em mim e dá-me uma chuveirada. Mesmo à noite. E eu, como gosto de me deitar em cima de montes, aproveitei um montinho de roupa suja para me vingar da chuveirada indesejada e dormitar...

Durante o dia, prefiro refugiar-me numa das minhas caminhas...

Digam lá que não estou tão fofa!!!! :D

Mas hoje a "mãe" leu uma notícia na Lusa que quero partilha convosco. Parece que este domingo aconteceu um desfile de burros na aldeia de Carpinteiro, no concelho da Guarda. O desfile de burros aconteceu pelo sétimo ano consecutivo, e teve como objetivo incentivar a manutenção destes animais de uso doméstico que estão em vias de extinção.

Sim, eu sei que este é o burro mais conhecido, mas não é deste que estamos a falar, se bem que ele podia dar uma ajudinha a evitar a extinção destes animais.

Bem, voltando ao evento, que foi organizado pela Associação Cultural e de Melhoramentos de Carpinteiro, este contou com a participação de oito dos 15 animais existentes na aldeia, sendo que alguns puxavam carroças com motivos alusivos às tradições etnográficas locais.

Segundo João Paulo Santos, presidente da associação promotora da concentração, a coletividade pretendeu, uma vez mais, promover um dia de convívio entre os habitantes da aldeia e chamar a atenção para a necessidade de preservar os jericos, que são cada vez menos a nível nacional.

O responsável lembrou que até finais do século passado praticamente todas as casas das aldeias tinham um burro para uso nas lides agrícolas e domésticas, mas o cenário alterou-se com a mecanização da agricultura e utilização dos tratores.

Na localidade de Carpinteiro, os animais mantêm-se, e "praticamente todas as pessoas idosas têm um burrinho para fazerem a sua agricultura e para utilização no dia a dia".

A festa anual tem contribuído para a manutenção dos burros, referindo que há casos de pessoas "que só põem o burro à carroça neste dia de festa".

O responsável observou que os animais "não dão muita despesa" e se depender dos habitantes de Carpinteiro "não acabam" em Portugal.

O presidente da Junta de Casal de Cinza, José Rabaça, disse que a existência de burros é muito visível na localidade de Carpinteiro, que pertence à freguesia, onde residem cerca de 200 pessoas e são contabilizados 15 jumentos.

O autarca contou à agência Lusa que alguns habitantes mantêm os animais para participarem no desfile, mas os moradores mais velhos utilizam-nos nas atividades domésticas e nos trabalhos agrícolas.

Tendo em conta a atual crise económica e o aumento dos combustíveis, aponta que aquele animal é cada vez "mais utilizado" pelos agricultores da região.

Sobre a festa anual disse que a mesma tem contribuído para que os habitantes de Carpinteiro tenham "amor aos animais" e os mantenham para utilização no dia a dia.

Os residentes que possuem jericos confirmam que os animais são muito úteis nos trabalhos diários e acabam também por ser "uma companhia".

"É a nossa cestinha de mão", disse Dolorosa Rodrigues, de 67 anos, referindo-se ao burro "Januário" que possui há cerca de 20 anos. Outro morador, Joaquim Morgado, de 87 anos, referiu que o seu "Macaco", com uma década, é utilizado para lides agrícolas "quase todos os dias".

"Trabalha no campo, lavra e puxa a carroça", contou Ismael Lopes, de 55 anos, proprietário de um animal que hoje engalanou para participar no desfile anual de Carpinteiro.

Lambidelas molhadas!








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